As declarações recentes de Luciano Huck sobre o Bolsa Família voltaram a colocar o apresentador no centro de uma grande polêmica nas redes sociais. Durante participação no 5º Fórum Esfera, realizado no Guarujá, em São Paulo, Huck afirmou que o programa social não cria incentivos para que famílias deixem a situação de vulnerabilidade econômica.

Na ocasião, o apresentador citou o município de Senhor do Bonfim, na Bahia, ao comentar o impacto do benefício na economia local. Segundo ele, muitas famílias acabam encontrando “atalhos” para permanecer no programa por tempo indeterminado.

Diante das afirmativas, internautas resgataram episódios antigos envolvendo o apresentador e o uso de recursos públicos em benefício privado. Entre os casos, o financiamento de um jatinho particular e a postergação para pagamento de uma dívida em uma ação ambiental.

Um dos casos mais lembrados foi a compra de um jatinho particular financiado com crédito subsidiado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em 2013, Huck utilizou um financiamento de R$ 17,7 milhões para adquirir uma aeronave da Embraer através do programa Finame, linha de crédito voltada ao incentivo da indústria nacional.

Conforme divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo, o contrato foi firmado por meio da empresa Brisair Serviços Técnicos e Aeronáuticos Ltda., da qual Luciano Huck e Angélica são sócios. O financiamento tinha prazo de 114 meses para quitação e juros subsidiados em torno de 3% ao ano.

Na época, Huck afirmou que a operação ocorreu dentro da legalidade e seguiu todas as regras previstas pelo programa. Em entrevistas posteriores, o apresentador também declarou que o financiamento foi totalmente quitado.

Outra situação envolvendo Huck também voltou a repercutir após a nova polêmica. Em 2010, o apresentador foi alvo de uma ação ambiental relacionada à sua mansão localizada na Ilha das Palmeiras, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.

Na ocasiaõ, o Ministério Público Federal acusou Huck de instalar boias sem autorização ambiental em uma área marítima considerada de uso comum, o que  dificultava o acesso à faixa costeira e configurava ocupação irregular de espaço público.

Diante disso, a Justiça determinou a retirada das boias e fixou indenização de R$ 40 mil por danos ambientais. Embora a assessoria de Huck tenha informado anos atrás que a situação já havia sido resolvida, documentos obtidos posteriormente mostraram que a quitação definitiva da multa só ocorreu em 2024 — cerca de 14 anos após o início do processo.

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